Um teste prático divulgado no YouTube mostrou como um site inteiramente construído com o ChatGPT Sites, ferramenta de criação de páginas e aplicativos da OpenAI, pode ter sua performance de carregamento ajustada apenas conversando com a própria IA — sem precisar mexer em uma linha de código manualmente.
O experimento foi feito pelo criador de conteúdo Leandro Bif, que mantém no YouTube um curso gratuito sobre desenvolvimento de sites com inteligência artificial. Na aula de número 14, ele avaliou a landing page construída nas aulas anteriores: uma página com bastante texto, botões de conversão, imagens grandes de fundo e um carrossel com cinco imagens em rotação automática.
Imagens pesadas foram o principal gargalo
Antes de pedir qualquer ajuste, o produtor questionou o próprio ChatGPT sobre os padrões técnicos usados na criação do site. A ferramenta revelou que, por padrão, as imagens haviam sido geradas e mantidas em PNG — formato mais pesado — em tamanhos consideravelmente maiores do que o necessário para exibição na tela, incluindo arquivos de fundo e imagens verticais de até 1,3 MB cada.
Ao ser questionado sobre o motivo de não ter usado WebP, formato mais leve, o ChatGPT explicou que priorizou fidelidade visual durante o processo de edição e reconheceu que a conversão para WebP, em qualidade entre 80 e 90, era o passo recomendado assim que o design estivesse aprovado. Segundo a ferramenta, essa mudança reduziria os arquivos para uma faixa entre 250 KB e 600 KB.
A mesma lógica se aplicou às imagens do carrossel: elas estavam em alta resolução mesmo aparecendo reduzidas na tela, prática comum para manter nitidez em telas de alta densidade, mas que pesava desnecessariamente a página. Depois de solicitar a otimização, o próprio ChatGPT redimensionou e converteu os arquivos, chegando a reduzir o peso das imagens para cerca de 10% do tamanho original.
Hospedagem com CDN e SSL automáticos
O vídeo também explorou como funciona a infraestrutura por trás dos sites publicados pela ferramenta. Segundo as respostas do ChatGPT, ao publicar um projeto pelo Sites — diferentemente da pré-visualização local, que roda direto do servidor sem rede de distribuição — o site passa a ser entregue por uma infraestrutura com CDN e cache próprios da plataforma. O certificado SSL, inclusive para domínios próprios conectados posteriormente, também é emitido e gerenciado automaticamente pela hospedagem do Sites.
Da nota 72 à nota 98 no PageSpeed Insights
Com o site publicado em domínio próprio, o criador rodou o teste no Google PageSpeed Insights e obteve nota 72 para a versão mobile e 93 para desktop. A partir daí, pediu ao ChatGPT sugestões de melhoria — que incluíram pré-carregamento da imagem principal (hero), uma versão da hero otimizada para celular e carregamento tardio (lazy loading) de elementos interativos — e solicitou que a própria IA implementasse as mudanças.
Após o primeiro ciclo de ajustes, a nota mobile saltou para 97, mantendo os 93 pontos no desktop. Uma segunda rodada de otimizações, porém, chegou a derrubar a pontuação mobile para 71 em um dos testes — o que levou o autor a pedir ao ChatGPT que revertesse especificamente o carregamento tardio dos sliders e das seções interativas, mantendo o restante das melhorias. Depois desse ajuste fino e de um novo deploy, o resultado final ficou em 98 para mobile e 100 para desktop.
O aprendizado da aula
Ao longo do vídeo, o autor reforça que o objetivo não é simplesmente pedir para a IA "otimizar" o site, mas entender o que está sendo feito e por quê — questionando a ferramenta sobre formatos de imagem, cache e hospedagem antes de solicitar qualquer alteração. Ele também pondera que notas acima de 90 no PageSpeed já são consideradas excelentes pelo próprio Google, e que perseguir 100 pontos a qualquer custo pode comprometer a qualidade visual do site.
O criador afirma que o resultado demonstra o potencial da infraestrutura de hospedagem oferecida pela OpenAI através do Sites, e prometeu uma próxima aula dedicada à responsividade da página em diferentes tamanhos de tela.

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